Como ser popular - Meg Cabot

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Título original: How to be Popular
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Sinopse: As aulas vão recomeçar e, dessa vez, Stephanie Landry está decidida a não ser mais a excluída da escola, tendo apenas Becca e Jason como amigos. Ela está disposta a fazer com que as outras pessoas — especialmente as populares — esqueçam o incidente da Fanta Uva, quando, cinco anos antes, ela derramou, sem querer, um copo cheio de refrigerante na saia branca Dolce&Gabana de Lauren Moffat, a garota mais bonita, mais popular e mais perversa de toda a escola. Já não agüenta ouvir "Não dê uma de Steph Landry" toda vez que alguém banca o idiota. Então, seguindo os conselhos de "Como ser popular" — um livro velho e empoeirado que encontra no porão da casa da avó de Jason —, ela faz escova no cabelo, muda todo o guarda-roupa e não se esconde mais dos outros. E consegue, pasmem, chamar a atenção do menino mais lindo do colégio — e seu amor secreto —, Mark Finley. De repente, ela está almoçando com os populares e é até convidada para sair com eles. Mas é claro que nada é tão fácil e, sem perceber, Steph acaba em uma situação terrivelmente complicada: ou abre mão da sua recém-conquistada popularidade ou corre o risco de perder os seus amigos que, ao que parece, sempre gostaram dela exatamente como ela é.

Filme "Meninas Malvadas"
Tenho que confessar que, à princípio, eu não estava muito empolgada com a história, mesmo sendo algo escrito pela Meg. Havia comprado o livro em um impulso, por causa de uma promoção (sim, sou tarada por promoções ú.u), e, ao ler a sinopse, acabei sem querer associando com a história do filme da Lindsay Lohan, "Meninas Malvadas". E isso me desanimou um pouco. Mesmo assim resolvi passá-lo à frente na minha pilha de livros, pois estava a fim de ler algo mais leve e divertido (depois da decepção que foi ler "Crescendo"), e, sinceramente, eu não me arrependi.

"Como ser popular" trata desse tema tão fútil e insignificante, a popularidade, mas que no fundo está ligada a algo que todo ser humano procura nas pessoas: o reconhecimento.

O começo do livro pareceu um pouco devagar, principalmente para mim, que queria saber logo se a Steph iria mudar sua personalidade por causa da popularidade, e em que confusões ela iria se meter. Afinal, esse era o esperado. Mas depois a narrativa fica bem mais fluida, com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, e eu não consegui largá-lo mais; terminei de ler o livro em um único dia.

A história é bem clichê, e o que direi a seguir nem chega a ser spoiler, pois está escrito na orelha do livro: Steph consegue se tornar popular, sua arque-inimiga não fica contente com isso, e, ao longo do caminho para a popularidade, Steph acaba entrando em conflito com seu melhor amigo e com os seus próprios sentimentos. Mas quando algo valioso está em jogo, ela passa a reavaliar a situação e as pessoas, considerando se o preço a pagar pela tão sonhada popularidade não seria alto demais.

O livro também traz o tema do "bullying". Mas ao contrário do que possa parecer, Steph não se torna uma pessoa deprimente e retraída, graças a ajuda de seus amigos e o fato de eles simplesmente existirem. Na verdade, ela é bem esperta e vive aprontando para se divertir (se quiser, pode ver uma pequena amostra do que ela apronta aqui), o que faz com que o seu melhor amigo a apelide de "Lelé".

A Meg é uma das poucas autoras teen que conheço que sabe fazer personagens tão carismáticos. Além de Steph, existem outros personagens na trama que conseguem nos conquistar com suas personalidades únicas. Um deles é Jason, o melhor amigo de Steph, que passa bem aquela imagem de amigo que sempre está ao seu lado e te conhece melhor do que qualquer um. E tem também a Darlene, que inicialmente aparenta ser apenas mais uma "popular, bonita, porém desprovida de inteligência", mas que esconde um caráter bastante interessante.

Enfim, o livro foi uma surpresa deliciosa, e não por causa da história em si, que, convenhamos, não é muito original, mas sim por causa de seus personagens e da forma única como a Meg sabe montar uma narrativa. Talvez as maiores queixas sejam a falta de um desenvolvimento maior (a história toda passa-se em apenas uma semana e não é muito trabalhada) e o final um tanto idealista e surreal demais. Mas, como minha amiga Sara diz, se encaixa perfeitamente no perfil "Sessão da Tarde".

Recomendado para aqueles dias em que a gente só quer sorrir um pouco e esquecer todos os problemas.

5 comentários:

Luna Rocks disse...

Adorei a resenha, uheueeuheuhu =x

Eu adoro esses livros curtinhos da Meg, são tão 'levinhos'. São bons depois de livros péssimos que deixam a gente mega frustrada... 9.9 ahahhaa

Mye-chan disse...

Sara, cadê a sua resenha do Crescendo? Pára de enrolar e posta logo, eu quero xingar junto! >=D

Mai Saito disse...

Realmente o tema não me chama muito a atenção. Particularmente prefiro mais as histórias fora da realidade da Meg, mas é verdade que ela consegue converter qualquer coisa em algo divertido de se ler. =)

Karine Marinho disse...

Ain, eu adoro Meg, então amo qualquer livro dela (Menos O Diário da Princesa, mas ninguém é perfeito, né?!)
Beijos,K.
Girl Spoiled

Giu Fernandes disse...

Esse é um dos poucos livros da Meg que eu ainda não li!!
Mas quero muuito, AMO a Meg!! :)
Beijos!